Ivanka Trump anuncia o fim de sua marca de roupas para executivas

Além da queda nas vendas, ela vinha enfrentando críticas por manter a produção das peças fora dos EUA.

Com o registro de queda nas vendas mês após mês desde 2016 e um declínio mais acentuado depois que Donald Trump, seu pai, assumiu a presidência dos EUA em janeiro de 2017, Ivanka Trump anunciou o fim das atividades de sua marca de moda para executivas, que leva seu nome.

De acordo com o porta-voz da empresa, a decisão “não tem nada a ver com a performance da marca e foi baseada apenas e tão somente na decisão de Ivanka de ficar em Washington indefinidamente”. Ivanka, em seguida, declarou que está “mais do que agradecida pelo trabalho da equipe incrível que inspirou tantas mulheres; umas às outras e a mim também”.

As reações ao anúncio nas redes sociais foram do sarcasmo:

“Ivanka Trump está fechando sua marca de moda para focar em suas obrigações na Casa Branca; <– Isto é uma frase real em 2018.”

À crítica direta:

“Ivanka Trump está fechando sua marca de moda para passar mais tempo não ajudando a reunir as famílias separadas pelo seu pai.”

“America first”?

Em um artigo direto e sem apelos emocionais, Robin Givhan, crítica de moda do “The Washington Post”, analisou que a marca de Ivanka chega ao fim por, entre outros fatores, se sustentar em uma mentira.

Ao mesmo tempo em que assumiu uma posição política ao lado do pai, que chegou à Casa Branca com o discurso de “America first” (EUA em primeiro lugar) e da importância de manter dentro dos EUA as produções de tudo que fosse consumido pelos americanos, Ivanka permitia que as roupas de sua marca fossem feitas em países estrangeiros que sabidamente pagam muito menos aos funcionários, por terem leis trabalhistas fracas ou inexistentes, aumentando seu lucro.

Claro, existe uma remota possibilidade de ela não ter pleno conhecimento de como as coisas realmente funcionavam, uma vez que uma empresa – a G-III – controlava toda a dinâmica de produção. De toda forma, o nome, o rosto e a imagem pública de Ivanka eram o cartão de visitas da marca, e havia ali uma dissonância entre discurso e realidade.

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